Desde 2011, o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), criado em 2010, coordena operações denominadas Ágata, com o objetivo de fortalecer a segurança dos quase 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres do Brasil. Tradicionalmente, participam da operação militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea, além de agências de outros ministérios, estados e municípios. Nessas operações, as fases de planejamento e de mobilização são realizadas também de forma integrada, articulando Forças Armadas e diversos outros atores. Nessa direção este estudo exploratório tem como pergunta de pesquisa: quais foram as principais contribuições das operações Ágata para o aperfeiçoamento das doutrinas de planejamento e de operações conjuntas e interagências nas Forças Armadas? A hipótese inicial é que as operações Ágata teriam funcionado como um fator educativo, contribuindo para o incremento da mentalidade conjunta (jointness) e das relações interagências nas Forças Armadas, refletindo no nível doutrinário e na otimização do emprego de forças militares. Para tanto, por meio de revisão bibliográfica e documental, serão analisadas as contribuições dessas operações no que se refere a doutrinas de planejamento e de operações conjuntas e interagências, no período compreendido entre 2011 e a realização da Ágata Arco Sul-Sudeste em 2021.
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