O objetivo deste artigo é a proposição de uma tipologia de política industrial a partir do diálogo entre as correntes neoschumpeteriana e desenvolvimentista que incorpore em suas diretrizes normativas as transformações no paradigma tecnoprodutivo nas últimas décadas e seus desdobramentos nas dinâmicas concorrencial, inovativa e de acumulação das atividades industriais. O artigo realiza um esforço de natureza teórica com implicações normativas a partir da análise da literatura sobre as transformações da natureza de dois objetos: as transformações no paradigma tecnoprodutivo desde os anos 2000 até as políticas voltadas ao fomento ao que se convencionou denominar de Indústria 4.0. Como resultado justificase teoricamente o desenho de políticas industriais que transitem de orientações normativas demasiadamente generalistas em direção a orientações fundamentadas na compreensão simultânea de especificidades das atividades incentivadas a partir dos (i) níveis de capacitações – tecnológicas, produtivas e organizacionais – dos agentes locais, (ii) da análise do potencial grau de efetividade das políticas industriais e (iii) do grau de transversalidade das atividades fomentadas.
Acesse Texto para Discussão do Instituto de Economia da UNICAMP para mais informações.