Visando permitir um olhar para o futuro, em relação a um ambiente em mutações constantes e a demandas crescentes, cada dia mais complexos, as organizações públicas carecem de ferramenta para conduzir suas atividades em direção ao atendimento de sua finalidade social. No campo da defesa, tal necessidade é ainda mais latente, haja vista a dificuldade do cidadão em perceber quais as reais necessidades em se despender recursos com forças armadas. Levando-se em consideração o cenário brasileiro, carente na prestação de serviços públicos básicos, como saúde e educação, a situação é ainda mais nebulosa. Neste contexto, o planejamento estratégico mostra-se fundamental, porém palavras em papel somente não bastam, pois é necessária a sua efetiva implantação. Portanto, este trabalho investigou a integração entre planejamento e orçamento, tendo atenção especial à área de defesa, com escopo na Marinha do Brasil (MB). O objetivo desta pesquisa é estabelecer um quadro teórico-normativo que permita especificar facilitadores e barreiras no processo de entrelaçamento entre planejamento e orçamento de defesa, no que tange à MB. Os resultados da pesquisa permitiram o levantamento de três categorias de facilitadores, quais sejam: estrutura normativa desenvolvida; estrutura administrativa especializada; e sistema gerencial de planejamento orçamentário implantado, e de barreiras, divididos em incrementalismo; cortes e contingenciamento orçamentário; e cultura organizacional de planejamento orçamentário enfraquecida.
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